Ensinando arte plástica

A Terapeuta e Artista plástica voluntária Euza Beloti ensinando aos detentos participantes do Projeto Iluminar, novas técnicas de pintura, em peças de cerâmicas produzidas na Acuda. Fonte: ONG ACUDA


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Mensagem do Presidente

A ACUDA  acredita que o Mundo não precisa de muito mais invenções para solucionar os seus problemas atuais, e sim que coloquemos mais Compaixão e Amor nas que já foram criadas, e fazer uma maior socialização destes  processos, permitindo que mais pessoas possam ter  acesso a elas, principalmente  nos presídios, que ficam a uma margem extrema de toda e qualquer sociedade, gerando um "bolsão de miséria intelecto moral" por falta de conhecimento e espiritualidade.

Localização

 Oportunizar aos detentos o conhecimento sobre si mesmo, podendo ter novas formas de agir e decidir sobre seu destino.
 Ressocialização Terapêutica de Presos.


Últimas Notícias

Qualificação profissional e formação cultural

Iniciativa de Porto Velho (RO), que está entre as cidades mais violentas do Brasil e com altos índices de reincidência criminal, tem mostrado aos detentos da cidade que é possível reconstruir a vida e ter uma fonte de renda sustentável. A estratégia alia qualificação profissional e formação cultural. A abordagem em nada é inovadora, mas os resultados são promissores e comprovam a eficácia da proposta.

 

Trata-se do “Iluminar” projeto realizado pela Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e Egresso (Acuda). A iniciativa oferta oficinas de artesanato em marcenaria, cerâmica, tear, artes plásticas, reciclagem e hortifrutigranjeiros. São realizados, ainda, cursos de terapias complementares, como massoterapia ayurvedica, banho de argila, meditação, além jogos lúdicos e artes cênicas. As ações são voltadas para presidiários em regime fechado e semi-aberto e ex-presidiários e somam mais de 700 pessoas beneficiadas.

A proposta teve início há nove anos a partir de uma iniciativa do Serviço Social do Transporte (Sest), que montou o espetáculo teatral “Bizarrus” com os detentos. No começo a ideia era combater de forma incisiva à violência praticada contra o sistema de transporte. “Profissionais voluntários ousaram em criar um projeto específico e de vanguarda de atenção aos apenados, cujo escopo era facilitar a reinserção deles no convívio social”, explica Luiz Marques, diretor operacional do Sest.

Os resultados mobilizaram outros atores, como a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), Vara de Execuções Penais (VEP) e o Conselho da Comunidade na Execução Penal (CCEP), ambos de Porto Velho. Hoje a Acuda oferta um programa completo que beneficia a comunidade carcerária, os egressos e familiares desses cidadãos. O projeto, que conta com a parceria do Banco da Amazônia, oferece ainda apoio jurídico e atendimento psicológico, médico e odontológico.

Para participar das atividades é preciso ter no mínimo seis meses de pena a cumprir em um dos presídios da cidade, ter família e residir no município de Porto Velho. Também é necessário estar matriculado no ensino fundamental ou comprovar a conclusão do ensino médio. As oficinas são realizadas nas dependências da Acuda, instalada na Estrada da Penal, próximo ao presídio Ênio dos Santos Pinheiro.

Hoje o projeto envolve mais de 20 pessoas e a área administrativa da Acuda já é comandada por ex-detentos. As oficinas beneficiam diretamente 50 presos, mas segundo o diretor existe uma fila de espera com mais de 100 interessados. “No início eles desconfiavam da iniciativa e jogavam contra. Agora a demanda é crescente, na medida em que os presos voltam para suas celas e divulgam seus benefícios”, diz Marques. A expectativa para este ano é ampliar o número de vagas para 600.

Devido a abordagem que trabalha o cidadão em sua totalidade, a mudança de postura é expressiva. “Não é somente pelo emprego, mas sim pela escolha de poder mudar”, diz o diretor. A maior parte dos recursos gerados com as vendas dos produtos é destinada para as famílias dos detentos (70% de tudo que é vendido e fabricado pelos presos e divido entre eles) e os 30% restantes são investidos na própria Acuda, para manter a continuidade dos trabalhos.

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